Cuidar: uma das formas mais bonitas de amar
A verdade é que tudo passa demasiado depressa. O tempo, a vida, nós.
Vamo-nos atropelando, na correria dos dias, e, quando paramos para recordar o que, de verdade, importa, às vezes, tantas vezes, o tempo já passou.
Talvez, enquanto o tempo ainda é tempo, devêssemos cuidar mais uns dos outros. Cuidar mais dos nossos. Cuidar dos que sempre cuidaram de nós. E dar mais sentido ao tempo.
Ser o abraço que acolhe, como quem chega a casa no fim do dia.
Ser a mão que ampara e que resgata toda a força que possa faltar.
Ser o sorriso que conforta e que traz a paz que o coração precisa.
Ser o olhar atento, o que vê tudo, o que olha sempre mais além.
Ser o beijo que tem sempre ternura, que parece ter magia que cura.
Ser o colo onde há sempre espaço, que é sempre refúgio, que é sempre aconchego.
Ser a palavra que fala sempre com amor, que fala como quem abraça.
Ser o silêncio que escuta e que compreende, o silêncio que ensina sempre tanto sobre o amor.
Ser a companhia que alivia o peso de tudo, que torna tudo melhor só por estar ali, a companhia que fica (para) sempre.
Ser quem nunca se esquece, ser quem se importa.
Ser o gesto que fala de amor da forma mais bonita de todas: sem ser preciso falar.
Só por ser cuidado, só por ser amor.
Como quem sabe que cuidar é uma das formas mais bonitas de amar.
É que a verdade é que tudo passa demasiado depressa. O tempo, a vida, nós.
E talvez, um dia, nós saibamos recordar (como quem traz de volta ao coração) o que, de verdade, importa.
Que esse dia não tarde a chegar. Que venha para ficar. E que esse dia chegue, antes do tempo passar.